domingo, 16 de maio de 2010

Caso: O nariz desertor

Os meus Detectives de Palavras tiveram mais um desafio em mãos. E desta vez, foi por causa de um descuido meu. Ora, estava eu, numa bela tarde, no meu gabinete, que se encontra numa grande avenida da nossa zona, a analisar uns dados importantes para uma investigação, quando um incidente aconteceu. Entornei o café que tomava num desses papéis. Que despistado!

No dia seguinte, depois de o texto secar, fotocopiei-o e levei-o aos meus detectives para ver se eles me conseguiam ajudar a desvendar o que estaria escrito naquela mancha preta enorme. O texto intitulava-se "O nariz desertor".
"Certa manhã, um senhor que habitava mesmo em frente do embardouro onde se apanhavam os botes, levantou-se, foi à casa-de-banho para fazer a barca e, ao olhar-se no espelho, gritou:
- Socorro! O meu nariz!

Nariz, ao meio da cara, já não havia ali: ali, estava tudo lisinho. O dito senhor, em roupão como estava, correu à varanda, mesmo a tempo de ver o nariz chegar à praça e encaminhar-se a passos largos..."

...para um barco. Depois, encontrou um pé que tinha barca e disse-lhe:
- Ó Pé, vem cá!
O pé olhou para o nariz e perguntou-lhe:
- Quem és tu?
- Sou o Nariz, respondeu o nariz.
- Para onde vais?
- Vou para bem longe do meu dono.
- Quem é o teu dono?
- é um senhor que perdeu o nariz e esse nariz sou eu!
Eles continuaram a conversar até que o nariz sentiu falta do seu dono e disse:
- Acho que vou para casa...
- Como? É só água por todo o lado!
- Já sei! Vou montar um barco!
- Eu ajudo!
E assim foi. O nariz despediu-se do seu amigo e voltou para o seu dono. O dono ficou feliz de ter o seu nariz de volta.

"- Mas porque é que fugiste? O que é que eu te fiz?
O nariz olhou-o de esguelha, franzindo-se todo de desgosto, e disse:
- Ouve, não metas mais o dedo na nariz. Ou, pelo menos, corta as unhas."


Esta foi a hipótese da Detective Mariana Torreira.

Têm mais ideias, Detectives de Palavras do mundo inteiro?

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